Desenrola: O que a desistência do FGTS significa para você
Governo descarta uso do FGTS para dívidas e foca no Desenrola. Entenda o impacto disso no seu bolso.

O que aconteceu
Segundo o G1, o governo federal decidiu não seguir adiante com a proposta de permitir que os trabalhadores utilizem o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. Em vez disso, a prioridade agora é uma nova fase do programa Desenrola, que visa ajudar os brasileiros endividados a renegociar suas dívidas. Essa mudança reflete a dificuldade jurídica que o governo encontrou para implementar o uso do FGTS nessa finalidade.
Essa decisão surge em um contexto onde a pesquisa do Datafolha revela que dois em cada três brasileiros estão endividados. Com juros altos e dívidas acumuladas, muitas famílias enfrentam desafios financeiros significativos. O Desenrola, que foi uma promessa de campanha do presidente Lula, se torna uma estratégia importante para tentar aliviar essa situação antes das eleições.
Por que isso importa?
O cenário de endividamento no Brasil é alarmante e, sem a possibilidade de usar o FGTS, muitas pessoas podem se sentir ainda mais pressionadas. O FGTS, que poderia servir como uma espécie de 'salvaguarda' financeira, agora não será uma opção para aqueles que buscam soluções rápidas para suas dívidas. Isso significa que as famílias precisarão buscar alternativas, como a renegociação através do programa Desenrola.
Além disso, essa mudança de foco do governo sinaliza uma tentativa de garantir que as famílias não continuem reclamando de orçamentos estourados, especialmente em um período eleitoral. O governo está ciente de que a inflação e o endividamento são questões cruciais que podem impactar a aprovação popular.
Impacto prático para o seu bolso
Se você faz parte dos 66% de brasileiros endividados, a desistência do uso do FGTS pode exigir que você reavalie suas opções financeiras. A primeira coisa a considerar é quanto da sua renda mensal está comprometida com dívidas. Usando o método 50/30/20, é fundamental verificar se você está conseguindo seguir essa divisão:
- 50%: gastos com necessidades (aluguel, contas de serviços, alimentação).
- 30%: gastos pessoais e lazer.
- 20%: investimentos e pagamento de dívidas.
Por exemplo, se você ganha R$ 3.000 por mês, isso significa que você deve gastar até R$ 1.500 com necessidades, R$ 900 com despesas pessoais e R$ 600 em dívidas e investimentos. Se suas dívidas estão acima desse limite, é hora de pensar em renegociar.
O que fazer agora?
Com a nova fase do Desenrola, aqui estão algumas ações que você pode considerar:
- Pesquise opções de renegociação: Entre em contato com seus credores e veja se há planos de pagamento que possam aliviar sua carga.
- Revise seu orçamento mensal: Use o método 50/30/20 para identificar onde você pode cortar gastos e direcionar mais recursos para suas dívidas.
- Participe do Desenrola: Fique atento às informações sobre como se inscrever no programa e como ele pode beneficiar você.
- Construa uma reserva de emergência: Mesmo que esteja endividado, comece a destinar uma pequena quantia todo mês para uma reserva. Isso pode te ajudar a evitar futuras dívidas.
Conexão com a organização financeira
A desistência do uso do FGTS para quitar dívidas pode parecer um revés, mas também é uma oportunidade de reavaliar sua saúde financeira. Organizar suas finanças e entender como funciona o método 50/30/20 pode te ajudar a tomar decisões mais conscientes. O ADXIS está aqui para te apoiar nesse processo, oferecendo ferramentas e dicas que podem te ajudar a colocar sua vida financeira nos trilhos novamente.
Este artigo foi útil?
Equipe ADXIS
A equipe de conteúdo do ADXIS escreve sobre organização financeira, investimentos e comportamento com dinheiro.